"Há uma TÊNUE, porém GRANDE diferença, entre SER e QUERER ser. Para ser Mãe, Pai, Irmã, Irmão, Filha ou Filho, FAMÍLIA enfim, não basta apenas SER. Tem que QUERER SER. E assumir todos os riscos dessa opção, seja para o AMOR, seja para a DOR. Por isso há irmãos que NÃO SÃO amigos, porém AMIGOS que são irmãos. Por isso há filhos que ESQUECEM seus pais e pais que GANHAM filhos que não geraram. E por isso existem FAMÍLIAS que se formam pelo SIMPLES fato de QUEREREM e não apenas porque são. Por isso eu passei a AMAR uma criança que estava dentro de mim, ASSIM que soube da sua EXISTÊNCIA. Porque eu não apenas SOU a mãe do DANIEL. Mas porque eu QUIS ser a MÃE do Daniel. Porque a partir daquele MOMENTO, ele passou a ser o FILHO QUE EU QUIS TER. Obrigada por me escolher, meu amado filho." Juliana Priscila Mathoso, com inspiração subliminar de Luiz Felipe Abreu! =D

sábado, 27 de junho de 2015

O dia 27/06/2009!


     Eu não quero que defendam a minha bandeira. Eu quero apenas que não atrapalhem quem busca uma oportunidade de simplesmente querer o mais "simples". Não sofrer intervenções, a não ser que sejam necessárias, comunicadas, respeitosas, combinadas, quiçá pré planejadas inclusive como planos B, C, D, que sabemos, devem existir em todo planejamento de parto.

     Mas como é frustrante uma gestante ter que literalmente guerrear contra um sistema (e uma sociedade) que te obriga a passar por padrões quando são APENAS protocolos para gerarem mais receita ao$ próprio$ bolso$.

     Tenho isso entalado há seis anos. Tenho alguma coisa que na verdade ainda nem sei direito definir, ainda preso em meu peito. Não, não é um “coitadismo”, um sofrimento, um vitimismo, pelo que não aconteceu como eu “gostaria” no meu primeiro parto (e, vejam só que coisa, nos meus outros dois também). Isso não é individualismo. Porque isso é mais do que querer apenas para mim, querer apenas que EU passasse por um processo harmonioso em uma hora TÃO fundamental a todos que vivenciam esse processo (mães, bebês, pais, acompanhantes, e na boa, a humanidade... vai dizer que um nascimento não te toca? Já imaginou então um que a parturiente está consciente, ativa – efetivamente protagonizando o processo -  e plenamente satisfeita, em harmonia e segurança?).

     Mas claro, como eu disse, o que ficou entalado naquele momento que provavelmente não digerimos – eu e trocentas mães que SABEM do que estou falando – é a impotência diante de um sistema desrespeitoso, que te obriga a sofrer procedimentos justamente quando o que você NÃO quer é qualquer tipo de intervenção. Repito: não estou dizendo para você que QUER e aceita quaisquer procedimentos no nascimento. Estou falando com quem sente que lá no fundo, as coisas podiam ser diferentes. Quem sente desde a mais forte intuição até o mais singelo desejo, de que aquele nascimento, o primeiro momento mais importante da vida de uma mãe e um filho, “simplesmente deveriam ser simples”, o mais simples possível,  sem traumas para ambas as partes, em harmonia, e, especialmente, em confiança, entrega e repleto de boas lembranças.

     Vamos lá.... Continuando no momento que parei de escrever sobre o dia do parto do meu primeiro filho,para tentar digerir um pouco mais o que acontecera depois de um dia inteiro de contrações – belíssimas diga-se de passagem; chegamos à parte final. Aquela na qual eu perdi o processo de entrega e confiança e dei lugar ao vazio, ao medo descontrolado (pois eu estava com medo desde o começo, porém, sendo respeitada, em casa, e com acompanhamento da super doula nos momentos mais tensos, conseguia controla-lo para equilibrar com a coragem e a fé); ao desespero.

     E, pior, ainda tive que ouvir piadinhas infames da “profissional” que me acompanhava, e que na verdade parecia que estava ali mais para fechar com chave de ouro o momento desrespeitoso do que trabalhar - já que nem seria ela quem iria fazer o meu parto! E por acasos do destino (!), não é que minha filha, nascida anos depois, de um parto totalmente humanizado diga-se de passagem, tem o nome da dita cuja e eu nunca imaginaria?



27/06/2009 - Parte Final!



22h
     Após 18h de trabalho de parto, lembro-me apenas que já estava cansada mas com dilatação total. Porém, não sabia quando seria a “hora certa” do nascer, já que me sentia um animalzinho fora do ninho por ter que sair do ambiente que até que estava sendo acolhedor – porque a doula me ajudou a me teletransportar; e teria que entrar em uma sala fria, nada acolhedora, com luzes que mais pareciam holofotes de polícia sobre nós (eu e aquele serzinho tão lindo que também tentava fazer sua parte dentro de mim), e ser obrigada a ficar em uma posição absolutamente contra a lógica não só da fisiologia do parto, como da própria física: horizontal.


     Se alguma mãe se sente à vontade para dar a luz assim, excelente, mas isso é raro pois sabemos que quanto mais vertical estamos, melhor para o processo.. Na verdade, quanto mais À VONTADE (livres) para estarmos na posição que quisermos nessa hora, melhor!

     A doula já não poderia mais ficar junto, senti-me acoada, perdida, e hoje lembro que durante um segundo que eu tivesse tido talvez um pouco mais de coragem e confiança, talvez até acabasse burlando as “regras” e tivesse meu pequeno ali numa forte contração que veio naquela escadinha que colocaram para que eu subisse e me deitasse para “os procedimentos”. Não tive força suficiente.

22h30
     Acabei pedindo analgesia porque a dor era extremamente insuportável se ousasse pensar em deitar. Acabaram aplicando anestesia sabe Deus porquê, e de repente TODO processo que acontecia naturalmente parou, eu simplesmente não sentia mais absolutamente NADA a não ser a minha cabeça e muito, mas MUITO frio. Meu corpo tremia inteiro. Pediam para eu fazer força, eu só sentia que minha cabeça ia explodir. E nessas horas já rezava para que apenas meu filho “saísse dessa” com saúde.

     Provavelmente por causa do stress o meu bebê subiu, e realizaram a Manobra de Kristeller (mais um procedimento antiquado e absurdo) que nada mais é do que enfermeiros e quem estiver ali para ajudar, literalmente apoiem-se sobre sua barriga e empurrem o bebê para nascer. Obviamente que a essas horas inclusive o médico já tinha realizado uma episiotomia que além de ter me incomodado absurdamente após o parto, ainda fere minha alma e minha feminilidade até hoje (o famoso pique - corte na vagina, procedimento que também já está provado não se fazer necessário, salvo RARÍSSIMAS exceções - vide Dra. Melania DIVA).



23h05
     Em sua certidão de nascimento, consta 23h11 mas lembro de ter olhado no relógio quando você nasceu e vi 23h05. Com a graça de Deus o seu nascimento foi sem complicações apesar de não ter sido mais natural como a mamãe gostaria, mas mesmo apesar de tanta informação na época, ainda estava muito despreparada psicologicamente. E quando não estamos, não é? Hoje sou grata demais até mesmo à ignorância, para que pudesse aprender, às vezes de formas mais amargas, mas que com certeza, ainda com mais garras me fazem continuar! Você nasceu um bebê lindo demais, forte, 3.850kg, 50cm, Apgar 9/10. Foi fantástico! Realmente amor à primeira vista! Tudo que eu queria era que ficássemos ali grudadinhos nos conhecendo, mas obviamente que isso também não faz parte dos padrões.


     Provavelmente por causa da anestesia que me aplicaram, você dormiu logo após o nascimento e por cerca de 24h não queria mamar! Foi mais um período de medos e dúvidas mas que com a super ajuda da vovó querida, demos logo um jeito nisso, colocando você pele a pele sobre meu peito, ainda naquele frio de inverno, ficamos a nos esquentarmos um ao outro e assim você engatou no aleitamento, que se seguiu inclusive até mais de dois anos.

     Mas vi desde então como eu ainda tinha muito que aprender após tudo que passamos, meu filho! E como ainda tenho! Obviamente sou só GRATIDÃO por ter vivido tanta coisa já com você nestes seus SEIS magníficos anos de vida! Seis anos de muuuuuuuuuuuuitas lições e um único desejo: que você seja íntegro, alegre, satisfeito com o que possui e um incansável buscador pelo conhecimento. Que desista quando tiver que desistir para renovar as energias. Mas que retorne, em busca de seus sonhos com ainda mais vontade e fé na vida. Amo demais, meu primeiro amor verdadeiro! 





terça-feira, 14 de junho de 2011

Amamentacao Prolongada: Eterno Dilema

Agora, que o Daniel esta as vesperas de completar 2 anos e nos estamos esperando um(a) irmaozinho(a) pra ele, mais uma vez fui bombardeada com a questao "desmame"... As vezes me sinto uma fraca por ficar tao balancada nas minhas decisoes.... Mas ao mesmo tempo me fortaleco quando apenas ouco o que acredito que meu filho tem a me dizer. E, por hora, ele diz que continuamos na amamentacao! Gosto muito dos artigos do BabyCenter. Abaixo, trechos de um sobre desmame. Link: http://brasil.babycenter.com/toddler/alimentacao/aleitamento-materno/

Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil
Pressão e costume 
Amamentar uma criança de mais de 1 ano, que já anda, é uma coisa normal, saudável e absolutamente comum em várias partes do mundo. No Ocidente, porém, a prática costuma enfrentar alguma oposição, e é provável que você tenha de aturar o olhar enviesado de amigos, familiares e até de pessoas que você nem conhece.

Os benefícios emocionais e físicos da amamentação prolongada são muitos, por isso não deixe que a pressão dos outros para você parar de dar de mamar saia ganhando. Pense bem no assunto, pese os prós e os contras e só pare de dar o peito quando achar que chegou a hora, para você e para o seu filho. Não existe hora certa de desmamar.

Por que é bom amamentar depois de 1 ano de idade 
- Apesar de a criança já estar obtendo a maioria dos nutrientes de que precisa da comida, o leite materno ainda proporciona uma boa quantidade de calorias, vitaminas, enzimas e substâncias que elevam a imunidade. Estudos mostram que crianças de mais de 1 ano que mamam no peito ficam doentes com menos frequência que as que não são amamentadas.

- A amamentação oferece aconchego e segurança à criança. Em vez de ela ficar mais dependente de você, essa proximidade entre vocês dois a ajuda a conquistar uma maior independência, à medida que se sente mais segura de si, em termos emocionais. Desmamar a criança antes da hora pode torná-la mais apegada, justamente o contrário do que seria de imaginar.

- Quando a criança fica doente, o leite materno é muito mais digerível que qualquer outro alimento, e é uma ótima forma de evitar a desidratação em caso de vômitos e diarréia. E você ainda sente que está fazendo alguma coisa concreta para ajudá-la a melhorar. Uma das piores coisas de ver o filho doente é a sensação de impotência.

- Na hora de viajar ou de sair de casa, é bem mais fácil não ter de carregar o leite nem ter de se preocupar em comprá-lo quando chegar. E o aconchego de mamar no peito é excelente para ajudar seu filho a se adaptar melhor a um ambiente estranho.

- Desmamar seu filho no momento em que ele dá sinais de que está pronto é um processo mais natural, menos arbitrário. Dar de mamar no peito mesmo depois do primeiro aniversário era um hábito comum no mundo antes da invenção dos leites especiais e fórmulas infantis, e em algumas culturas continua sendo. Além disso, o Ministério da Saúde recomenda oficialmente que o aleitamento seja mantido até 2 anos de idade ou mais. 

- Dar de mamar grávida é possível, mas para algumas mulheres pode ser física ou emocionalmente difícil.

- Se você está grávida e quer continuar amamentando, prepare-se para enfrentar a redução na sua produção de leite, causada pelas mudanças hormonais do organismo. Mas há mulheres que conseguem dar de mamar tanto ao recém-nascido quanto ao irmão mais velho. Você vai precisar de mais tempo e paciência. E capriche na sua alimentação e no consumo de líquidos.

Thanks BabyCenter!! ;)